quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Matuto Esperto

         Foi-se o tempo em que matuto era sinônimo de ignorante. Se bem que isso nunca lhe fez jus. Matuto é bicho esperto e anda desconfiado e desconversando, em tempo, a prosa que descamba pra política suja. Se lhe falta leitura, sobra sensibilidade e memória. Se anda arredio pro assunto, nem é desinteresse, não, é falta de paciência mesmo, pois acreditou até cansar de acreditar. Também não é porque vai deixar de valer seu direito de escolha "lá pelos dias 7 de outubro", não! O que ele não vai é repetir o voto de ontem, quando um certo 'caboclo' lhe bateu nas costas e lhe sorriu com a boca ainda sobrando alguns dentes e lhe disse: "Em mim ocê pode confiar!" E ele, o matuto, viu mais uma vez tempo passar parecendo desperdício de quatro anos.
 
       E se esses nós cegos lhe aparecerem em foto num bicho chamado urna eletrônica, ele nem mandará avisar - é nulo já!
 
      "Ocê tá besta, sô! Tá pensando o que? Vem aqui, toma do meu 'negrin', come do meu bolo de 'mio', promete meio mundo de fazeres em melhorias sem fim, e nenhuazinha pra cumprir e a gente dizer assim: - ao menos uma! Pensa que vai me enganar com seu carro novo, suas 'casa bonita', suas 'muié bem mascarada' e essa boca agora completamente cheia de dentes brancos? Olhe para mim - à sombra triste de um sol escaldante que a todo instante não me sorri. Tá vendo aquela estrada ali? Toma seu rumo, sai daqui!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pergunte às Rosas



Não entendia das meias encardidas, das roupas esfarrapadas, unhas sujas e quebradas, das caras vermelhas enrugando-se fora de hora, dos corpos suados demais e mãos calejadas pra lá de demais. Não entendia - é passado.

Calça jeans desbotada e rasgada naturalmente, camisa xadrez, chapéu, bota e cinto com fivela? Não são mais fantasias de cowboy. Era tudo como uma brincadeira, faz de conta, diversão ... Era também é passado, mas, nesse caso, até que não.

Aprendeu a gostar e a ouvir mais o Silêncio, entender dormir com as galinhas e acordar inda no escuro. Assistir em tela de todas as dimensões um verde ora novinho, ora desbotando. Curtir a conversa com os bichos em prosa muito mais interessante. Com o bananal em cachos, a laranjeira em flor, só tem inveja agora é de nada. E olha que nem Mar tem. Pergunte às Rosas, olhe para a Horta, visite o Pomar ali tão pertinhos. Vão dizer que é isso, sim.

Ali se acha e viaja em sonhos de sonhador, guarda seu coração com fé num Criador. Fez o caminho de volta. No seu mundo tem porteiras. O diacho são as pontes!

sábado, 24 de dezembro de 2011

O Genro e a Sogra

É tempo de festa e celebração na maioria dos lares brasileiros e em muitos outros ao redor do planeta. Tempo para estarmos ao lado de parentes, aderentes, queridos, amigos, amores. De nos empanturrarmos de guloseimas deliciosas e em cores, descobrindo velhos e novos sabores às voltas, depois, com os dissabores da balança.
Não tenho nenhum conto de Natal pra contar. Humpft! Mas tenho um ‘causo’, vulgo fofoca, que deixou matuto, menino no bucho e crescido de queixos caídos e olhos esbugalhados. Fez o chão da roça tremer a ponto de se abrir e céu desabar. Os bichos do mato se agitaram de um jeito que num arredaram as patas até poeira baixar e abrir caminho no prumo do mato. Estradas viraram arquibancadas como eram antigamente as janelas de cuja casa havia televisão. Mesmo assim, está longe de ser algo de outro mundo e, certamente, já aconteceu muita estória parecida por esse mundão afora.
Pois bem, na roça vizinha os vizinhos são ‘phoda’. Mora um casal mais moderninho que a maioria ‘daquelas celebridades’ que se dizem diferentes e à frente do seu próprio tempo – GENRO E SOGRA SE AMAM LOUCAMENTE! E “já se amavam assim bem antes da bomba explodir”, é o que garantem as línguas viperinas e de badalo da Maria e do primo Kênio, tia Santa e sua cunhada Aurora, queijeira Ceiça, caseiro Tonho, leiteiro Clécio, vaqueiro Evandro... Dos Mezengas aos Berdinazzis, o assunto era, e ainda é, um só: esse.
“Bem que eu desconfiava daquele chamego todo dele beijando e abraçando a sogra!”, dizia um. “E os elogios dele pra ela com ela no colo?”, dizia outro. A filha dela, esposa dele, reclamava: “nunca que ‘ocê’ me disse coisas assim!” E dão conta, as mesmas línguas viperinas e de badalo, que a moça andava às voltas volta e meia se consolando nos braços de um violeiro da região.
“Marmenino”, quando a coisa feia veio à tona ninguém sabia se ria ou se dava gargalhada. Marido da Sogra quis matá-la, depois matar Genro e ir se embora junto pro outro lado pra continuar chacina. Esposa, a filha traída, pegou as tralhas e sumiu porteira afora. Deram-na por desaparecida tempos a fio. Parentada dizia “eram parentes distantes de terceiro, quarto grau, nem conhecia”, tamanha era a vergonha. O Genro dizia, com cara de fuinha, “a paixão me pegou; tentei escapar, não consegui”, enquanto apanhava de sua velha mãe traspassada também de vergonha.
Tempo passou, uns cinco anos já lá se vão –  Genro e Sogra continuam juntos ‘entre tapas e beijos’, e mais aos beijos, os sem vergonha. Marido da Sogra casou-se de novo, quietou-se. Esposa do genro, filha da Sogra, voltou e perdoou seu ex, o Genro da Sogra, e também à sua mãe, a Sogra. Festejam hoje todos juntos a ‘festa da família’. Dividem as alegrias e essa tristeza que virou troça. E não há um cristão que olhe pro Genro e/ou para a  Sogra sem lembrar da estória que hoje é história.
Daí é que eu digo que as conversas paralelas é que movem o mundo... (rs) E porque logo mais se comemora o Natal, posso usar de um trocadilho e dizer que 'tudo acaba em bacalhau'. E pra gente rir mais um bocado, aí vai uma dessas piadas envolvendo genro e sogra do humorista Mulita. Em seguida uma receita de bacalhau deliciosa e fácil demais da conta de fazer.
Pr'ocês tudo aí, muitas alegrias, boas festas e bom apetite!


Bacalhau gratinado
   1 posta de Bacalhau de 1/2kg aproximadamente
          1 pimentão vermelho sem pele
                 100g de azeitonas pretas
                       Batatas-inglesas, cortadas em nozetes ( com o lado menor do cortador )
                               Farinha de rosca e manteiga - para gratinar
                                     Salsa bem picadinha para salpicar sobre as batatas
                                             azeite de oliva extravirgem
(Rendimento: 2 porções)
Modo de fazer:
Deixar o Bacalhau de molho, durante 24 horas em água fria, trocando-a de tempo em tempo. Escorrer. Aferventar o tempo suficiente para que o Bacalhau fique macio, sem desmanchar. escorrê-lo. Acertar a posta que vai ser utilizada, eliminando as eventuais espinhas e peles. Abrir as fibras da carne, na superfície, acompanhado o desenho natural delas, levantando-as ligeiramente nas bordas. Untá-las com pincel, passando mel ou claras, só para dar aderência à farinha de rosca que será salpicada nas bordas e nas laterais. Espalhar pequenos pedaços de manteiga em toda a superfície ( com pincel ou em pedacinhos ). Levar ao forno para dourar. Para servir, montar sobre rodelas de pimentão. Dourar as batatas na manteiga, rapidamente. Espalhá-las em torno do Bacalhau, enfeitando com azeitonas a gosto. Salpicar com a salsa picadinha e servir. Acompanha vinho tinto.



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

o Velho da Campina

Reza a lenda, aqui na roça, que pras bandas de lá da cancela havia um velho cujo nome ninguém sabia, mas se temia ainda assim. Chamavam-no de O Louco apenas ou de O LoucoVelho da Campina. Vivia solitário desde que se foi a companheira, muito embora isso ele não admitia.

No dia em que eu amanhecer com a “avó atrás do toco”, dizia, então, O Velho da Campina, não ficará um pé de pé pra contar história. Antes eu a você a meter o machado ou a serra na mata do meu quintal, onde nasci e cresci nu e descalço correndo por e para onde o vento dissesse – vem! 

Os bichos daqui, ainda dizia o Velho da Campina, tem nome e morrem, na sua maioria, de velhos, como eu um dia e a cada dia mais perto. Minha ‘Velha’ ainda deita-se, em sua majestade, vestindo seu vestido de chita em flôres e azul sob uma rede de algodão cru armada no alpendre. Às tardes de domingo, servimo-nos, os dois, com bolo de fubá, uma xícara de café ou chá e esse “cadin” de mata cada vez menor, bem mais pra cá de onde a vista alcança. Ficamos os dois abraçados a embalar os sonhos vividos, os filhos feitos, os netos crescidos, os lugares idos... E tudo sem falar a maior parte do tempo porque de palavras não carecemos, não. Não mais ...

Mas “no dia em que eu amanhecer com a avó atrás do toco”, você pensará duas vezes antes de querer ir além da sua cancela e tocar-se pros lados da minha, pois, e pensando melhor, não serão os pés do meu quintal, esses que ainda estão de pé, que não viverão pra contar história.

Não se via o tal 'Velho' nos vizinhos de porteira nem na vila mais próxima, sequer na igreja. Vivia do que sua terra lhe dava - sua maior riqueza. Encontraram, certo dia, O Retrato (seu cavalo) ao léu. Encontraram-no depois, O Velho, dormindo, olhando pro Céu, pra não mais acordar por essas bandas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Colcha de Retalhos

Uma colcha de retalhos é um álbum de retratos, de momentos ventilados de prosa e poesia. São coisas de casos e de acasos no caos dos encontros rasgados em despedidas. Voltas e idas pra não mais, nem de fantasia, mas só se. São olhos ora bem abertos de tão esbugalhados ora fechados em lágrimas vertidas. São quintais varridos pros dias de festa, a conversa, a siesta. É a moça à espreita na janela, o rapaz, a seresta. A criança que brinca, que berra. É a alegria de vidas vividas e vozes que se esbarram no dia a dia da lida ou da preguiça. Pedaços de aço, embora em restos, daquele pano, daquele vestido, daquele terno, daquela cortina, da encomenda farta e finda. Sou eu, são nós de nós em corações aos pedaços juntados entre pontos e contos, bordas em bordões. Aqui na Roça é assim, seja na casa da cidade grande, seja no ‘Rancho Fundo bem pra lá do fim do mundo', na casa de pau-a-pique, ela está lá, esparramada na cama assim, assim, a nos convidar pra descansar ouvindo histórias que os olhos já não podem ver só por Si.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Da Seca à Bonança

No Cerrado de Brasília e entorno foram 107 dias de seca esse ano. Esse tipo de vegetação, o Cerrado, cobre cerca de 22% do território nacional, abrangendo oito estados do Brasil Central: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e o Distrito Federal.
As conseqüências são dias muito secos e quentes e noites frias, como acontece nos desertos.  Apesar do calor, a baixa umidade faz o organismo transpirar pouco, prejudicando a lubrificação da pele, deixando-a ressecada.  A umidade ideal para que o organismo se sinta bem é de 80% com mínima de 50%. Brasília, por exemplo, em época de seca a umidade pode chegar a 10%, igual à do Deserto Saara.
A baixa umidade do ar é o que caracteriza a seca. Esse (o ar) fica mais rarefeito, com menor quantidade de oxigênio e com menor quantidade de água. Daí, as constantes notícias de queimadas todos os anos. Segundo o Corpo de Bombeiros do DF, foram registrados 82 focos de queimadas, destruindo 746 hectares de vegetação do Cerrado, isso somente num final de semana.




Costumo dizer que a chuva é para o Cerrado uma espécie de 'fada' que sopra ao ouvido de cada galho e toco ressequido, queimado e retorcido: “anda, levanta, reflora, reverdece, respira, viceja!”. É assim mesmo que acontece logo nas primeiras chuvas na entrada da primavera. Como que por um milagre, o Cerrado se regenera a olhos vistos, da noite para o dia - dorme seco, acorda verde e sorrindo em flor e frutos.
Os principais arbustos encontrados no Cerrado são: pau-santo, pequi e lixeira. As árvores são, na sua maioria, de pequeno porte e galhos tortuosos. As árvores mais altas do Cerrado chegam a 15 metros de altura. Apenas nas matas ciliares as árvores ultrapassam 25 metros e possuem normalmente folhas pequenas.
Pau-Santo

É no início da estação chuvosa (setembro – dezembro) que a maioria dos frutos de Cerrado amadurecem – amora, ananás, araçá, araticum, babaçu, bacupari, buriti, baru, chichá, curriola, gabiroba, gravatá, guapeva, jabuticaba, jatobá, jerivá, murici, cagaita, genipapo, macaúba, manga, mangaba, murici,  pitanga, pitomba, puçá, pequi, entre tantos outros que são uma festa para a visão, olfato e paladar.
Pé de Jabuticaba carregado
Estou longe de conhecer todos os sabores do Cerrado. Também como poderia? Mas me gabo por ter sempre ao alcance acerolas, avocatos, bananas, laranjas, jabuticabas, mama-cadela, mangas, cagaitas, maracujás... Tudo no fundo do quintal alheio (rs).
Pé de Cagaita
As formigas sempre são vistas debaixo dessas árvores nessa época. Os bois e vaquinhas aqui da roça são bem seletivos e só comem os melhores frutos que caem ao chão.
Dentre os frutos do cerrado, sorvete de cagaita é um dos mais saborosos que provei
O Pequi é uma outra árvore nativa do Cerrado brasileiro. Na língua indígena, pequi significa "casca espinheta". O fruto do pequizeiro não é, digamos assim, uma preferência nacional, mas pra quem gosta, como eu, há uma série de receitas boas demais da conta, moço! A mais conhecida e pedida é o frango com pequi, mas se destacam também pequi ao molho caipira e carne de carneiro com pequi. Da polpa se pode extrair o azeite de pequi - óleo usado como condimento e  na fabricação de licores. Há também até, pasmem, sorvete de pequi. Euzinha mesma provou esse sorvete com sabor pra lá de exótico na sorveteria "Frutos do Brasil" na Capital goiana e também na "Sabores do cerrado" em Pirenópolis. 

Selecionei e segue abaixo uma receita mais simples e fácil de fazer capaz de agradar desde carnívoros a vegetarianos: Arroz com pequi.


Ingredientes
1 xícara (chá) de arroz
2 colheres (sobremesa) de óleo de canola
10 pequis
2 dentes de alho picados
1 cebola média picada
3 colheres de sopa de salsinha picada

tomates para decorar

Modo de Preparo do Arroz com Pequi


Refogue o arroz com o alho e a cebola. Coloque a água e os pequis. Deixe cozinhar e sirva quente. Salpique salsinha e decore com os tomates.

Na hora de servir, lembre-se que a polpa só pode ser mordida superficialmente. Logo abaixo ficam os espinhos que podem machucar e são difíceis de serem retirados.
Rendimento = 4 porções                       
Calorias por porção = 290



















E, então, gostaram? Já conhecem? Aprovaram? Eu provei, aprovo e recomendo. Bom apetite!

domingo, 2 de outubro de 2011

Festa na Roça

Se tem festa na roça, os roceiros passam o dia arrumando os ‘trem’ – roçam ali, lavam aqui, limpam acolá ‘pra mode’ os festeiros acharem tudo lindo e brilhando.  E, antes das seis da tarde, já está tudo 'nos trinques' à espera do povão. Sim, isso porque a folia costuma começar cedo na roça, antes mesmo da Lua subir.





Vem gente de toda a redondeza - parentes, aderentes, vizinhos, amigos,  conhecidos e, até, convidados dos desconhecidos. Afinal, a festa é na roça, é sinônimo de fartura e boca livre – tem arroz de carreteiro, frango caipira, feijão tropeiro e, é claro, as tradicionais iguarias do milho: pamonha, curau, broa, bolo, canjica.


Pra dar ainda mais 'sustança' tem amendoim, cocada, rapadura, doce de leite com queijo, marmelada ... Veja bem, olhe bem, preste atenção! Tem como algum ser humano resistir a tanta coisa gostosa assim junta e misturada? Eu não resisto e nem ligo - deixo pra pensar nos quilos a mais amanhã que, no caso, é hoje (snif).






No fogão à lenha é que são preparadas a maioria das guloseimas. Destaco o arroz de carreteiro que, embora seja originário da culinária do Sul, faz um sucesso enorme também na Região Centro-Oeste.



Segue a receita para um delicioso arroz de carreteiro -
Ingredientes para 6 porções:
3 xícara(s) (chá) de arroz cru                             
2 colher(es) (sopa) de óleo de soja
1 kg de carne seca
2 dente(s) de alho picado
1 unidade(s) de cebola ralada(s)
7 xícara(s) (chá) de água fervente
sal a gosto


Modo de preparo:


Coloque com antecedência a carne seca de molho, trocando a água por várias vezes. Melhor deixar em geladeira, por 24 horas. Cozinhe-a até que esteja macia e pique ou desfie. Refogue o alho e a cebola no óleo e junte a carne seca picada ou desfiada. Acrescente o arroz e frite bem, mexendo sempre. Adicione a água e baixe o fogo. Na hora de servir coloque por cima salsa picadinha. Deve ser servido ainda úmido, por isso, prepare na hora de servir.

Além da 'comilança', não faltam as 'biritas'. Às vezes falta cerveja, mas pergunte se falta pinga!



A alegria dança ao som da sanfona do sanfoneiro ‘Zé’. Tem gente de chinelo de dedo, gente ‘chic’ de bota e até ‘muié’ de coque e de aplique. Gente de família, gente sem nome, sem eira ou beira e, muito embora, sem nenhum dente na boca não nega um sorriso de tão agradecido por estar ali.

Tudo isso, sem falar dos 'chiliques' por causa do ciúme depois que a ‘maRvada' pinga sobe pro quengo dos fracos das idéias.

Sei de um toco que tacaram no Tonico. Outro Tonho, de tantã, de tão tonto e de tanto rir, foi quem pagou o pato.

E o povo pula, grita, agita e dança e pede ‘pelo o amor’ que o tempo esqueça de avisar pro Sol que já é hora de desligar a Lua e alumiar a estrada de volta pro corpo ir descansar.